quinta-feira, 24 de setembro de 2009

politica portuguesa- antes e depois

''ANTES DA POSSE
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder,faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE
Leiam o mesmo texto,
DE BAIXO PARA CIMA''
recebido por e.mail

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Uma pequenina luz

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da
estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla... em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indefectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber:
brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma
treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou
não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha.

Jorge de Sena, in Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o futuro,Assirio & Alvim

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Justiça no cinema

A AJP em parceria com a Direcção Regional Norte da ASJP e com o apoio
da Medeia Filmes vai organizar todas as quartas-feiras do mês de Maio,
pelas 21H30 mais uma edição do ciclo "A Justiça no cinema".
Programa:
1. Billy Wilder, Witness for the Prosecution / Testemunha de Acusação, 1957 (drama
clássico de tribunal) – 6 de Maio;
2. Nani Moretti, Il Caimano / O Caimão, 2006 (corrupção) – 13 de Maio;
3. Andrea Arnold, Sinal de Alerta / Red Road, 2006 (videovigilância) – 20 de Maio;
4. William Karel, La Fille du juge / A Filha do Juiz, 2006 (documentário inédito em
Portugal sobre juiz que julgou casos de terrorismo) – 27 de Maio.
No final de cada exibição será realizado um debate com a participação de convidados que
exploram a temática do filme nas suas diversas vertentes promovendo também a
participação do público.
Local:- Cine-estúdio do Teatro do Campo Alegre,Porto.

O Centro de Informação de Consumo e Arbitragem do Porto vai realizar nos dias 20 e 21 de Maio de 2009, na Escola de Direito do Porto da Universidade Católica, sita na Rua Diogo Botelho, nº 1327, o VI Ciclo de Conferências subordinado ao tema “Transportes Públicos e Arbitragem Institucional”.

sábado, 2 de maio de 2009

'Em momentos assim,deliciava-se com a ideia de que os livros podiam falar,ganhavam vida e autonomia.Então compreendia que o seu amor por aqueles objectos, graças aos quais agora vivia e dos quais obtivera ao longo dos anos uma felicidade diferente de todas as outras modalidades possíveis de felicidade, era uma das coisas mais importantes da sua vida,na qual cada vez restavam menos coisas importantes,e começou a contabilizá-las:a amizade,o café,o cigarro,o rum,fazer amor de vez em quando - ai,Tamara,ai,Ava Gardner - e a literatura.E os livros,claro,adicionou no final.'
Mario Conde, ex-tenente da polícia de investigação de Cuba,escritor e alfarrabista, in 'Adeus Hemingway',de Leonardo Padura Fuentes,edições asa,2002.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"Singularidades de uma Rapariga Loira"


Realizado por Manoel de Oliveira, "Singularidades de uma Rapariga Loira", estreia no próximo dia 30.04, é inspirado num conto de Eça de Queirós,pode ser lido aqui.

Parabéns, Astérix!

Site oficial