terça-feira, 10 de julho de 2007

00.95

Corto Maltese


1887 - Nasce em Malta o marinheiro aventureiro mais famoso da bd criada por Hugo Pratt.

Com ele deambulei pelos mares do Sul, China, Africa...pelo mundo. Aprendi, também, o valor das palavras liberdade, amizade e aventura.

domingo, 8 de julho de 2007

00.93


Dei pela tua presença nos idos de Março.Antes... um pouco antes da Primavera .Lembro-me muito bem. Numa citânia. Estavas sentada na copa de uma árvore, numas das mãos brilhava-te uma pomba azul. Estavas vestida de azul.Estrelas resplandeciam á tua volta, azuis.Deste-me as boas-vindas .Pensando melhor... fui eu que te desafiei para um café imaginário que haveríamos de partilhar. Dei-me conta que a parte mais profunda de mim já te conhecia. Desde o nascimento.Desde sempre.Pelos ensinamentos que me vinham dos teus gestos.Sim as palavras são gestos.Das tuas ideias.Dos teus risos.Sorrisos.Silêncios. Corre-me nas veias o desejo eterno que pedi a Eros, na nossa falésia...

Desejos...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Carlos Drummond de Andrade


Poema da Necessidade


'É preciso casar João,
é preciso suportar António,
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.

É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é prciso esquecer fulana.

É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbedo,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.

É preciso viver com os homens,
é precisso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar o FIM DO MUNDO.'

In, O sentimento do mundo, Record, 2006

sexta-feira, 29 de junho de 2007

00.84


Olá!

Tenho bilhetes para logo à noite . Vamos ao cinema. Ver o 'Shrek o Terceiro'.?

O quê? Estou louco, doido?

Noite de Lua e perguntas-me se quero ir ao cinema?

Tens mais que fazer? !...

Esta rapariga continua muito imprevisível...

Julguei que ia dizer que não gostava do Shrek...

domingo, 24 de junho de 2007

Eugénio de Andrade

O sorriso

'Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
Entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.'

In, O sal da língua, 30 poemas, 2001, Barcelona