terça-feira, 22 de maio de 2007

Visão


Precisava de mais luz,como contraste. Tu estavas fresca como uma manhã de praia.Uma visão.Em paz, nunca fugindo da vida.Radiante.Precisei ter coragem em lá ir. Três horas sempre a conduzir. Aconteceu tocar-te de leve.Disseste,entra. Foste simpática.Senti-te e gostei-te.Um afortunado.Foi quando fui mais feliz...não fora a fantasia de um visionário...

domingo, 20 de maio de 2007

Festa da eucaristia


A Sofia, minha sobrinha e afilhada, fez, hoje, a primeira comunhão.Cedo, logo pelas 09H30, com febre, frio e muita fé. Estava, como sempre, muito bonita, vestia de branco, disse:

« Pela primeira vez

comi um pedacinho de pão branco:

Era o corpo de Jesus

e bebi um gole de vinho:

Era o sangue de Jesus.

A vida de Jesus ressuscitado

está dentro de mim

Ele e eu somos uma só coisa.

Dou graças

pelo maior dom

que Deus me concedeu.

sábado, 19 de maio de 2007

Orpheu e Eurydice


Em nome da tua ausência


«... em nome da tua ausência construí com loucura

uma grande casa branca

E ao longo das paredes te chorei...»


In, Orpheu e Eurydice, Sophia de Mello Breyner Andresen e Graça Morais, Centro Nacional de Cultura, Lisboa, Maio, 2006

poesia em forma de fruto


Comi hoje as primeiras cerejas.Não resisti.Em Torrão do Lameiro, na berma da estrada vendia-se cerejas. O vendedor de Resende explicou-me que as melhores nem são aquelas que comi. São as que me vai vender para a semana de Macedo de Cavaleiros. Faltavam-me ainda 25 Kms para chegar a casa, e fui comendo, comendo, uma após outra, um kl. Consegui guardar umas quantas para ti. Ei-las aqui.

Quadros


Retrato a Sépia, de Mário Cláudio

39.43


Enigmático!
Não consigo entender!
Pergunta-se! Não há resposta.
Convida-se! Nada é dito.
Oferece-se ajuda! Silêncio...silêncio...silêncio.
Espera-se, sentado, e nada...esfumou-se...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Imaginarius 07


Já começou! O festival internacional de teatro de rua de Santa Maria da Feira já abriu as portas da sua sétima edição. Começou bem que eu bem vi. Por volta das 11H00, após sair do Tribunal, passei pelo Rossio, zona verde envolvente das piscinas.Um anfiteatro cheio de miúdos das escolas, ruidosos, alegres , encantados com três palhaços - Os Colombaioni - que participaram no filme 'I Clowns',de Federico Fellini, de 1970.Para além da arte de palhaço, sabem ser malabaristas, equilibristas, cuspidores de fogo. A apoteose aconteceu quando foram chamados cinco crianças ao palco e participarem nalguns números de circo.
O Festival continua a partir das 21H30 , pelos menos com mais dez companhias e espectáculos. Tudo realizado e interpretado nas ruas da cidade, durante três dias, não se paga.
Também já vi o 'parque das árvores queimadas' - instalação pelo artista plástico brasileiro Zenildo Barreto de árvores queimadas, num ambiente urbano, provenientes de três parques naturais portugueses.