quinta-feira, 17 de maio de 2007

Imaginarius 07


Já começou! O festival internacional de teatro de rua de Santa Maria da Feira já abriu as portas da sua sétima edição. Começou bem que eu bem vi. Por volta das 11H00, após sair do Tribunal, passei pelo Rossio, zona verde envolvente das piscinas.Um anfiteatro cheio de miúdos das escolas, ruidosos, alegres , encantados com três palhaços - Os Colombaioni - que participaram no filme 'I Clowns',de Federico Fellini, de 1970.Para além da arte de palhaço, sabem ser malabaristas, equilibristas, cuspidores de fogo. A apoteose aconteceu quando foram chamados cinco crianças ao palco e participarem nalguns números de circo.
O Festival continua a partir das 21H30 , pelos menos com mais dez companhias e espectáculos. Tudo realizado e interpretado nas ruas da cidade, durante três dias, não se paga.
Também já vi o 'parque das árvores queimadas' - instalação pelo artista plástico brasileiro Zenildo Barreto de árvores queimadas, num ambiente urbano, provenientes de três parques naturais portugueses.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Orpheu e Eurydice

Terror de te amar

« ...Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

Mal de te amar neste lugar de imperfeição

Onde tudo nos quebra e emudece

Onde tudo nos mente e nos separa ...»


In, Orpheu e Eurydice, Sophia de Mello Breyner Andresen e Graça Morais, Centro Nacional de Cultura, Lisboa, Maio, 2006

terça-feira, 15 de maio de 2007

« O que a vida me ensinou »


Fui, com o meu irmão Belchior, na passada sexta-feira, à apresentação do livro « O que a vida me ensinou », de Valdemar Cruz, jornalista do semanário Expresso, com várias obras publicadas.
Como referiu Mário Claúdio, que dispensa apresentações e foi o apresentador do livro ...« Uma invulgar, mas eficacíssima metodologia: a consulta da Pitonisa em que o consulente oferece tudo o que se torna necessário à manifestação do oráculo: a trípode, as ervas de mascar, a própria voz da Pítia.
Os grandes acontecimentos transversais aos trinta e quatro discursos autobiográficos, memorialistas e testemunhais: a Guerra Civil de Espanha, o Fascismo Português, a Segunda Guerra Mundial e o 25 de Abril.
Onde se prova que cada um de nós sabe infinitamente mais do que o que julga saber: o que é da vida interior e o que é da vida exterior, o que é da realidade e o que é da ficção, o que é da revelação e o que é do mistério.
A sabedoria como resultado de um bouquet de sabedorias: o retrato de cada um de nós.
O desejo de uma trilogia: O Que a Vida me Ensinou, O Que a Vida Anda a Ensinar-me, O Que a Vida Ainda não me Ensinou (ou Eu Já Sei Tudo).
Contributo de um croquis para o meu retrato no 2º volume da trilogia: “os valores são o eixo da roda” (Adriano Moreira), “a amizade é sobretudo um sentimento masculino” (Agustina Bessa-Luís), “não gosto do tédio” (Álvaro Siza Vieira), “Portugal tornou-se quase um país ingovernável (Anthímio de Azevedo), “onde é que uma pessoa está melhor, senão no ventre da mãe?” (António Ramos Rosa), “não estou arrependida” (Argentina Santos), “sou um viciado no trabalho” (Borges Coelho), “sendo a nossa vida nós, a obra de criação está fora de nós e é melhor que nós” (Eduardo Lourenço), “tédio é uma palavra que não conheço” (Eunice Muñoz), “é difícil dizer que às dez semanas sim, às catorze não” (Fernando Catarino), “atingimos o que somos” (Fernando Lanhas), “sou sebastianista no sentido português” (Fernando Távora), “praticar o ensino num ambiente de afectividade é muito importante para o êxito da missão” (Galopim de Carvalho), “de certa maneira acho que quem ensinou a vida fui eu” (Glicínia Quartin), “as coisas belas são difíceis” (Helena Rocha Pereira), “cada vez vejo a música de maneira mais científica” (Helena Sá e Costa), “o português é o mais provinciano que há” (José Manuel de Mello), “não sou filiado em partido nenhum, nem quero ser” (José Pinto da Costa), “talvez o importante seja saber o que é que nós deixamos à vida” (José Saramago), “eu sou um comedor de imagens” (Júlio Pomar), “as ideias fixas assustam-me muito” (Júlio Resende), “tenho um medo dos políticos que me pelo” (Luísa Dacosta), “sempre tive muito medo de tudo” (Manoel de Oliveira), “aproveitar a vida o mais plenamente possível é o que há de mais importante” (Margarida Tengarrinha), “estou bem com a vida” (Maria de Lourdes Levy), “o mundo é deslumbrante, mas não é bonito” (Maria Keil do Amaral), “não sou uma pessoa normal” (Moniz Pereira), “sou uma péssima aluna, por isso não sei o que possa ter-me ensinado a vida” (Nella Maissa), “não há nenhum momento que não seja importante” (Nuno Grande), “uma das coisas que me causam mais repulsa é a hipocrisia” (Óscar Lopes), “a arrogância e a intolerância são duas coisas tremendas” (Ruy de Carvalho), “o que me confrange muito é a mentalidade e a falta de cultura neste país” (Sequeira Costa), “o que nos dá mais prazer e satisfação moral é a obra acabada” (Víctor Crespo), um episódio relatado por D. Manuel Martins que me fez chorar.»
A ler...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Aventura


Sábado: Foram seis horas de caminhada na Serra do Açor, por entre bosques e florestas, ao longo do Rio Alva. Iniciamos o percurso na freguesia de Avô ( aqui perguntei a um Senhor pelo Café da aldeia ao que me replicou, « pergunte àquela Senhora, ali à frente, que eu já lhe disse...»), e terminamos em S.Gião.Tem uma bela igreja do sec.XVIII, com frescos do mesmo século, no tecto...quem guarda a chave da porta é o barbeiro da aldeia que oferece rosas às senhoras caminhantes...
Domingo: Quatro horas a pagaiar no Rio Alva, afluente do Mondego, descida com açúdes,quedas inesperadas...desconhecia o verbo pagaiar, nem sei se existe. Dá-se o nome de pagaias, aos remos de uma canoa.
Gostei muito de Penalva do Alva, de Góis, da Natureza, do convívio...
Já não gostei tanto... ter de ouvir a única música que o « nosso » motorista romântico se nos permitiu, tanto em audio quer dvd, tony carrera...excluindo este devaneio mostrou-se uma excelente pessoa.

Bom senso!?

Três meses atrás, notificação a marcar dia para audiência de discussão e julgamento, para hoje, segunda-feira, na Comarca de...Beira Baixa. Hora: 09H30, a 170 Kms de distância.
Requerimento assinado por mim e Ilustre Colega da contraparte a solicitar 14H00...
Despacho de Sua Excelência, Juiz de Direito: nada a fazer por impossibilidade de agenda!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Pai David

Escrever…
Acerca de quê, ao certo…
Sobre o meu herói ,o melhor
Português de sempre…
Quem mais…senão Tu Pai?
Porque não consigo demonstrar-te
ternura…nem dizer-te quanto te adoro Pai…
Como és…como sempre foste…
…e se por vezes te queria diferente,
não sei porque…porquê…?
Gosto de ti quando te pareces com um Carvalho,
O Limoeiro este ano vergou-se à tua vontade,
O Jacinto cresceu em Sabedoria…
Correste atrás da Papoila…em risco
De exaustão…
A Videira não dará frutos…
O teu filho está esquecido deles…
Nesta Primavera o pequeno Álamo começou
A despontar…será definitivo?
As Macieiras da casa velha estão cada vez mais…
Frondosas, maduras…talvez…
E no entanto…Pai…«Homem livre,
Tu sempre gostarás do mar…».
E eu de ti!

Quadros

« O retrato de Dorian Gray », de Oscar Wilde.