
Fui, com o meu irmão Belchior, na passada sexta-feira, à apresentação do livro « O que a vida me ensinou », de Valdemar Cruz, jornalista do semanário Expresso, com várias obras publicadas.
Como referiu Mário Claúdio, que dispensa apresentações e foi o apresentador do livro ...« Uma invulgar, mas eficacíssima metodologia: a consulta da Pitonisa em que o consulente oferece tudo o que se torna necessário à manifestação do oráculo: a trípode, as ervas de mascar, a própria voz da Pítia.
Os grandes acontecimentos transversais aos trinta e quatro discursos autobiográficos, memorialistas e testemunhais: a Guerra Civil de Espanha, o Fascismo Português, a Segunda Guerra Mundial e o 25 de Abril.
Onde se prova que cada um de nós sabe infinitamente mais do que o que julga saber: o que é da vida interior e o que é da vida exterior, o que é da realidade e o que é da ficção, o que é da revelação e o que é do mistério.
A sabedoria como resultado de um bouquet de sabedorias: o retrato de cada um de nós.
O desejo de uma trilogia: O Que a Vida me Ensinou, O Que a Vida Anda a Ensinar-me, O Que a Vida Ainda não me Ensinou (ou Eu Já Sei Tudo).
Contributo de um croquis para o meu retrato no 2º volume da trilogia: “os valores são o eixo da roda” (Adriano Moreira), “a amizade é sobretudo um sentimento masculino” (Agustina Bessa-Luís), “não gosto do tédio” (Álvaro Siza Vieira), “Portugal tornou-se quase um país ingovernável (Anthímio de Azevedo), “onde é que uma pessoa está melhor, senão no ventre da mãe?” (António Ramos Rosa), “não estou arrependida” (Argentina Santos), “sou um viciado no trabalho” (Borges Coelho), “sendo a nossa vida nós, a obra de criação está fora de nós e é melhor que nós” (Eduardo Lourenço), “tédio é uma palavra que não conheço” (Eunice Muñoz), “é difícil dizer que às dez semanas sim, às catorze não” (Fernando Catarino), “atingimos o que somos” (Fernando Lanhas), “sou sebastianista no sentido português” (Fernando Távora), “praticar o ensino num ambiente de afectividade é muito importante para o êxito da missão” (Galopim de Carvalho), “de certa maneira acho que quem ensinou a vida fui eu” (Glicínia Quartin), “as coisas belas são difíceis” (Helena Rocha Pereira), “cada vez vejo a música de maneira mais científica” (Helena Sá e Costa), “o português é o mais provinciano que há” (José Manuel de Mello), “não sou filiado em partido nenhum, nem quero ser” (José Pinto da Costa), “talvez o importante seja saber o que é que nós deixamos à vida” (José Saramago), “eu sou um comedor de imagens” (Júlio Pomar), “as ideias fixas assustam-me muito” (Júlio Resende), “tenho um medo dos políticos que me pelo” (Luísa Dacosta), “sempre tive muito medo de tudo” (Manoel de Oliveira), “aproveitar a vida o mais plenamente possível é o que há de mais importante” (Margarida Tengarrinha), “estou bem com a vida” (Maria de Lourdes Levy), “o mundo é deslumbrante, mas não é bonito” (Maria Keil do Amaral), “não sou uma pessoa normal” (Moniz Pereira), “sou uma péssima aluna, por isso não sei o que possa ter-me ensinado a vida” (Nella Maissa), “não há nenhum momento que não seja importante” (Nuno Grande), “uma das coisas que me causam mais repulsa é a hipocrisia” (Óscar Lopes), “a arrogância e a intolerância são duas coisas tremendas” (Ruy de Carvalho), “o que me confrange muito é a mentalidade e a falta de cultura neste país” (Sequeira Costa), “o que nos dá mais prazer e satisfação moral é a obra acabada” (Víctor Crespo), um episódio relatado por D. Manuel Martins que me fez chorar.»
A ler...