sexta-feira, 20 de abril de 2007

Mãe Sara

Olá Mãe, faz hoje 3 anos que partiste...
Sei que não querias ir...mas o bicho roeu-te, sugou-te, magou-te, fez-te sofrer. Lutaste até ao último dia, hora, segundo, como sempre fizeste na tua existência.Com dignidade, coragem, destemor.
O amor, no sentido grego «Àgape », norteou a tua vida . Amavas tudo e todos! Punhas Amor em tudo o que fazias. E a Caridade que praticavas. A Bondade que irradiavas.O Sorrir mesmo nas adversidades. A Alegria de viver. O carinho. A amizade.
Olá Mãe, faz hoje 3 anos que partiste...
Sabes que tens um neto, o Duarte que tem 17 meses, filho da Sandra e do Valter, não sabes?...
Sabes que abandonei o escritório em Espinho, não sabes?...
Sabes que me recriaram, não sabes?...
Sabes que renasci, Mãe?...
Sim , tu sabes...
Fazes-me falta Mãe!

António Soares dos Reis

Sou um Museu e chamo-me Soares dos Reis. Nasci da junção de dois museus que havia no Porto no século XIX. Há quase 100 anos, em 1911, baptizaram-me com o nome de Soares dos Reis, um grande escultor que havia morrido uns anos antes, com 42 anos de idade, 1847-1889.
Algum tempo depois deixei a minha antiga morada - a Biblioteca Municipal do Porto - e vim instalar-me nesta nova casa, o Palácio dos Carrancas.
De visita obrigatória para quem venha á cidade do Porto.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Fim de tarde

Chovia...da esplanada via-se relampejar e ouvia-se trovoar...as gaivotas pareciam frenéticas, ora com voos rasantes, piruetas no ar, descidas veriginosas para apanhar algumas vitualhas, mudanças de direcção...um espectáculo inolvidável...mas sempre a sensação de liberdade...
caíram delicías do céu...tão...tão...purificador...

Os espaços curvos do Direito

Hoje, pelas 21.30 horas
no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis,
em que será orador
Prof. Doutor José de Faria Costa
Professor Catedrático na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
e Presidente do Conselho Directivo desta Faculdade
que, a propósito daquele tema geral, falará sobre
“As linhas rectas do direito”

quarta-feira, 18 de abril de 2007

39.12

Amenizar...
transformar...
humanizar...
requerer...
cultivar...
arvorizar...
aprender...
saber...
poetizar...
trabalhar...
escrever...
ler...
cativar...
sorrir...
rir...
SER!

José Jorge Letria

Sei, Sofia, querida sobrinha e não esqueçamos afilhada que te furtei estas palavras do teu quarto...um beijinho; Não sei se a Carolina... Olá Carolina, um abraçinho, a tua maninha mais nova, já as ouviu...se já, não importa, tu lês , outra vez, para ela...daqui, deste lugar. Então aqui vai:

A casa da poesia

...Na casa da poesia
há sempre uma luz acesa
e uma vela que alumia
com a intensa luz do dia
a mágoa ou a tristeza
e que convida duendes e fadas
para nos fazerem companhia
nas longas madrugadas...

...A poesia tem uma casa
como as pessoas têm,
só que é diferente,
só que tem espaço
para todos quantos
nela querem entrar
com a terna alegria
de quem a vai habitar...

José Jorge Letria
in a casa da poesia, Terramar, Lisboa, 2003

terça-feira, 17 de abril de 2007

Claustrofobia

Tive a infeliz ideia de visitar, hoje ,pela primeira vez ,o «el corte inglês », ali em VNGaia. Um monstro labirintico, no qual me perdi! Fui com vontade de adquirir vestuário.O monstro tem 5 ou 7 pisos, sempre a subir...lojas emaranhas, umas sobre as outras...e surpreendente as escadas para sair não apareciam, estavam escondidas, quase impossíveis de as alcançar. Bem queria, mas não conseguia sair daquele pesadelo. Depois de muitas explicações, tentativas de me darem o cartão da casa, de me oferecerem tudo e muito mais...parei...tomei um café e consegui, finalmente, descobrir a chave da saída.Julgo nunca mais lá ir! Cá fora, dia solarengo, bonito. Resolvi aviar-me no comércio tradicional, e que bem me fez! Atendimento personalizado, sem pressas nem pressão.E a ver o mar...