segunda-feira, 16 de abril de 2007

Chatice...

Terei que preencher,escrever, calcular, juntar, somar, dividir...uma tal confusão...para entregar a declaração electrónica do IRS!
Enfim...um grande tédio!

Lamento...

Data da audiência de discussão e julgamento, 14H00.
Funcionária judicial às 15H00: « as pessoas convocadas para o processo e tal, ficam notificadas para a segunda data, por indisponibilidade do Tribunal »!
Eu: « segunda , então?»
Funcionária: « o Sr, quem é, é parte? - ( imagine-se, tratava-se de processo crime );
Eu: « Sou Advogado do arguido!»
Funcionária: « Ai é, então terá que juntar procuração !»
Eu: « pois...bem...juntei a procuração juntamente com a contestação, á cerca de dois meses!»
Funcionária: «Foi? Mesmo? E qual é o nome do Sr. Dr.?
Eu: «ninguém ! Até dia 23...muito gosto!»
As testemunhas, por mim arroladas, foram notificadas na sexta-feira passada, por contacto telefónico...
Coisas da Justiça...

Por uma sociedade justa

Alguém se lembra, ainda, que 2007 é o Ano europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos?
Portugal faz parte da Europa...

domingo, 15 de abril de 2007

39.9

Tempo de despertar...

Encantamento


...Um passeio pela Ria de Aveiro, pela margem esquerda, atravessando a ponte do Varela, na Murtosa, até ao Cais da Béstida; esta margem é ainda rural; moliço, moliceiros, vacarias,campos planos com imensas flores silvestres - apanhei umas quantas - amarelas, lilases, brancas, e surpresa...uma laranja!!!, sabes a surpresa ...são kms de flores amarelas , todas juntas, vi só duas laranjas, arranquei uma...arrependi-me, momentaneamente... só um bocadito...pois ficava tão bem naquele lugar...foi a cobiça... do outro lado da estrada só azul de Ria, muito vento, com ondas, parecia o mar...alguns praticantes de Kitesurf e de windsurf...
Estacionei o automóvel a 1 m da água, fiquei ali a olhar a sensação de Liberdade e Paz...
Vi gaivotas, patos bravos,andorinhas...e observei o voo fantástico de uma ave preta, pareceu-me de rapina...
Atravessei de novo a ponte para a margem direita,após 15 kms cheguei a Ovar, meti pela estrada da Floresta até Cortegaça, são 10 Kms de Floresta, pinheiros e eucaliptos...algumas mulheres á beira da estrada...a vender sonhos de amor.
Cheguei a Cortegaça, onde vivo, fui ver o Mar... uma forte nortada que me levava pelo ar, vento, o mar branco,azul e verde, agarrou-se-me á pele por uma onda maior...fiquei ébrio de beleza salpicante!
levei as flores , que tinha arrancado, não colhido, para junto de minha Mãe...

Concha acústica


...fui passear no Jardim dos Sentimentos, encontrei a Alegria,o Amor, a Saudade, a Vontade, a Justiça...também...assisti a um concerto em que o Maestro...delicado e elegante...vertia lágrimas azuis no arco de uma violoncelista...atirei uma moeda para um lago enrolado num desejo...surpreendi a primavera com uma coroa de louros...atravessei uma ponte...que terminava num lago...onde no final da tarde as gaivotas me acenavam...colhi flores violetas...vi crianças a patinar...julgo ter ...saudade...

Amigo da Onça

O poeta pernambucano José da Natividade Saldanha recebe os dioloma de bacharel em direito, pela Universidade de Coimbra, e retoma ao Brasil, em 1832.No Recife, os líderes da Conferedação do Equador preparam o golpe final libertário por um governo constitucional, republicano e federalista.
Dada a rebelião, Saldanha é nomeado secretário da Junta Governativa da Confederação do Equador. mas o governo imperial reage, restaura o poder temporariamente arrebatado pelos rebeldes. Saldanha foge, sucessivamente, para os EUA, França, Inglatera, Venezuela, acabando na Colômbia. Enquanto advoga, com licença especial, em Caracas, é julgado no Brasil.Os insurrectos são todos condenados.Ao saber da condenação, envia ao também advogado Thomaz Xavier de Almeida procuração, com plenos poderes, a ser cumprida até à morte: pela presente procuração, por mim feita e assinada, constituo meu bastante procurador o meu colega dr. Thomaz Xavier Garcia de Almeida, para em tudo cumprir a pena que me foi imposta pela comissão militar, podendo este morrer enforcado, para o que lhe outorgo os poderes que me são conferidos por lei.»